• Blog do HRAC Centrinho-USP

    Este é o Blog oficial do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da Universidade de São Paulo (USP), mantido pela Assessoria de Imprensa da instituição.
  • Na mídia‬:

  • TV TEM: Reportagem especial mostra principais pontos de Bauru

    HRAC/Centrinho-USP é destaque em matéria especial dos 120 anos de Bauru. Principais pontos da cidade foram escolhidos pelos telespectadores.

  • HRAC/Centrinho na série ‘Joias do Interior’, da TV TEM

    Neste novo vídeo, quem conta sua história e fala sobre o tratamento é a jovem Gabriela Viana e sua mãe, Claudinéia, de Bauru. Clique na imagem e confira!

  • Dia a dia do Hospital (Jogo de Cintura, TV TEM, 04/10/14)

    O dia a dia do Centrinho-USP. Histórias de gente que é exemplo de superação, dedicação e alegria!

  • Primeiros sons (Fantástico, TV Globo, 07/09/14)

    Crianças escutam pela 1ª vez e têm reações emocionantes

  • Sistema FM (TEM Notícias, TV TEM)

    Teste

    Centrinho usa sistema FM para facilitar aprendizado de crianças com problemas auditivos. Reportagem: Evandro Cini

  • Implante Coclear (Encontro com Fátima Bernardes, TV Globo, 11/11/14)

    Encontro com Fátima Bernardes mostra tecnologias que auxiliam a vida de pessoas com deficiência, como a do pequeno Enzo, usuário de implante coclear

  • Fissura labiopalatina (Bem Estar, TV Globo, 24/06/13)

    Programa Bem Estar, da TV Globo, exibe matéria sobre tratamento da fissura labiopalatina. Reportagem: Giuliano Tamura

  • Fissura labiopalatina (Hoje em Dia, Rede Record)

    Quadro "Você e o doutor", do Programa Hoje em Dia, da Rede Record, destaca cuidados com bebês com fissura labiopalatina

  • Fissura labiopalatina (Hoje em Dia, Rede Record, 16/11/11)

    Record faz reportagem especial sobre fissura labiopalatina. Confira!

  • Centrinho tatuado (Jornal da Cidade, Bauru, 13/04/12)

    A história de Gabriela Oliveira da Silva, 22 anos, gaúcha, moradora de Pelotas, não é só de recuperação de saúde, vida social e gratidão, mas também de homenagem ao tratamento que recebeu nos últimos 20 anos no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP (HRAC/USP) de Bauru, conhecido como Centrinho.

  • Estadão

    Hospitais paulistas que atendem pacientes de todo o país foram destaque em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Clique na imagem acima e confira a matéria na íntegra, que também aborda o trabalho do Centrinho-USP.

  • Imprensa destaca 20 anos do implante coclear no Brasil

    Dia 14/5/2010, reportagem foi destaque no programa Direto da Redação, veiculado nacionalmente pela Record News

  • “Nosso Mural” informativo de comunicação interna

    Essa é uma publicação semanal do Centrinho-USP, parte das estratégias de comunicação interna do Hospital.
  • A instituição

    Hospital localizado em Bauru (SP), Brasil, que oferece tratamento integral nas áreas de anomalias craniofaciais, síndromes associadas e deficiências auditivas via Sistema Único de Saúde (SUS).

  • Instituições parceiras

45 anos de história

ilustração do documento: Centro de Pesquisa e Reabilitação de Lesões Labiopalatais, de José Alberto de Souza Freitas [s.d.]

Ensino, pesquisa e prestação de serviços marcam a trajetória percorrida pela equipe do Centrinho-USP, com sólida base numa filosofia de humanização e atenção integral ao paciente. Ao completar 45 anos, histórias como a do paciente Saulo Molitor reafirmam a missão do Hospital

Junho de 1967. Mês e ano que mudaram definitivamente a vida de sete professores da FOB-USP e, consequentemente, de milhares de brasileiros, a exemplo do universitário riopretense Saulo Molitor, de 21 anos. Isso porque após um levantamento estatístico realizado junto à população escolar de Bauru, entre 1965 e 1967,  que teve por objetivo estudar a prevalência de anomalias congênitas labiopalatinas, foi revelado “um índice extraordinariamente alto dos casos, mais do que se esperava”.
Os resultados alertaram e motivaram os pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB)  da Universidade de São Paulo (USP) para o problema das malformações labiopalatinas.  “Além de verificar a alta relevância (1 para cada 650 nascimentos), Nagem Filho e Moraes notaram que todos os pacientes operados ou não possuiam pelo menos um distúrbio funcional devido ao tratamento inadequado”, informa José Alberto de Souza Freitas em um material histórico da instituição, da década de 70.  Assim, em 24 de junho de 1967, foi criado o Centro de Pesquisa e Reabilitação de Lesões Labiopalatais – hoje Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP), conhecido mundialmente pelo apelido “Centrinho”.
O documento escrito por um dos fundadores do Hospital também já descrevia a finalidade da instituição: “recuperar os pacientes física e psicologicamente, reintegrando-os à sociedade e, como seres felizes, permitir-lhes contribuir para o seu próprio bem-estar e do nosso país”. Naquele começo, relembra Souza Freitas, as mães chegavam no centro com uma frase perturbadora: “Doutor, o meu filho tem o lábio aberto e um buraco no céu da boca!”
Ele ressalta que é perfeitamente compreensível que o nascimento de uma criança  com essa anomalia constitua um choque para os pais. Surgem sentimentos de frustração, medo e culpa, agravados por dúvidas sobre a razão da anomalia e muitas informações desencontradas. “A criança é recebida no lar sob tensão, além de encontrar  outras dificuldades, como a mastigação, deglutição, respiração, audição e aprendizado da fala”, descreve.  “Não é difícil imaginar que outras complicações surjam com o tempo. Na escola, por exemplo, multiplicam-se dificuldades e facetas novas do problema se revelam duramente, como o chamado bullying, e ocorrem também as dificuldades de comunicação que protelam o primeiro emprego, o namoro …”
Ao longo de 45 anos, a equipe multidisciplinar idealizada já nos anos 60, especializou-se em todas essas demandas, oferecendo ao paciente um tratamento integral, da cirurgia plástica ao suporte psicológico, passando por diversas especialidades da saúde.
Desde o primeiro estudo epidemiológico, a vocação para o ensino e a pesquisa só foi aperfeiçoada e, sem dúvida, ofereceu ao Hospital o suporte necessário para ampliar áreas de atuação, incrementar protocolos de tratamento, reservando à instituição um lugar de destaque no cenário científico nacional e internacional.

E se a credibilidade do Hospital perante os pacientes e a sociedade persistiu ao longo desses anos é porque, de fato, a motivação de antes – o paciente – continua nos dias atuais. As dificuldades relatadas por Souza Freitas naquele material histórico [SOUZA FREITAS, s.d.] foram vivenciadas grandemente pela dona Regina Molitor, 45, quando Saulo nasceu, no início da década de 90. “Eu faço ideia do que passaram as mães de bebês nascidos ainda nos anos 60, quando o nível de informação era bem menor”, comenta Regina. Mas ela e seu marido, José Paulo Molitor, 49, superaram todos os obstáculos e asseguram que o filho está completamente reabilitado e feliz. Formado em Piano Clássico pelo Instituto Villa Lobos, Saulo cursou Mecatrônica e segue estudando. Agora, cursa Engenharia de Segurança do Trabalho. O seu foco, após a alta hospitalar? Ser feliz e contribuir com o nosso país.
Exatamente como previa o documento do Hospital da década de 70 ao descrever sua finalidade: “recuperar os pacientes física e psicologicamente, reintegrando-os à sociedade e, como seres felizes, permitir-lhes contribuir para o seu próprio bem-estar e do nosso país”. (E.S.)

  • Confira depoimento da família Molitor pelo YouTube, onde o Centrinho-USP mantém uma conta para divulgar justamente temas relativos ao tratamento reabilitador de quem nasce com alguma anomalia craniofacial.


Os fundadores do Centrinho-USP:
Bernardo Gonzáles Vono (Odontopediatra), Décio Rodrigues Martins (Ortodontista), Halim Nagem Filho (Protesista Maxilofacial),  José Alberto de Souza Freitas (Radiologista),  Ney Moraes (Cirurgia-dentista Sanitarista), Noracylde Lima (Anatomista)  e Wadi Kassis (Cirurgião-Plástico). Colaboradores históricos: Luiz Ferreira Martins, Luís Casati Álvares e Paulo Amarante de Araújo.

Em números: 
– 45 anos de fundação
– 85 mil brasileiros já atendidos
– quase 30 mil aparelhos de audição instalados só nos últimos 05 anos
– mais de mil implantes cocleares inseridos desde 1990
– 450 cirurgias na área de anomalias craniofaciais por mês, em média
– 715 especialistas em saúde certificados
– 164 mestres e doutores titulados
– milhares de títulos de produções científicas; 230 somente em 2011.

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Cedau completa 20 anos com centenas de histórias de superação e de envolvimento familiar

Data será comemorada durante a tradicional Noite do Pijama, atividade recreativa e terapêutica em que pacientes dormem no Centro Educacional após visita do Papai Noel. Na foto, crianças recebem presentes da Mamãe Noel nesta segunda-feira, 13, na programação da campanha Natal Sorriso.

São exatos 20 anos de atuação e 123 famílias envolvidas num complexo processo de reabilitação auditiva promovido pela equipe do Centro Educacional do Deficiente Auditivo (Cedau). Unidade integrante do Serviço de Educação e Terapia Ocupacional do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP) – instituição pública mais conhecida por Centrinho -, o Cedau atende crianças de zero a 12 anos, moradoras de Bauru e região, que usam aparelhos auditivos ou têm implante coclear (o chamado “ouvido biônico”).

A data, os números de conquista e as centenas de histórias de reabilitação serão comemorados na próxima quinta-feira, 16, a partir das 19 horas, durante a XIV Noite do Pijama – atividade tradicional que envolve visita do Papai Noel e atividades de integração entre família, profissionais e os 38 pacientes matriculados atualmente. Neste ano, a atividade vai ocorrer num Buffet da cidade (rua Araújo Leite, 32-15, Jardim Aeroporto) em virtude das homenagens previstas na cerimônia de duas décadas do Cedau.

Longe de casa, perto da reabilitação
Para ficar bem perto dos benefícios promovidos pela equipe formada por fonoaudiólogas, psicólogas, pedagogas e assistentes sociais, algumas famílias de longe acabam morando em Bauru (SP), ao menos por um período. É o caso da universitária Maria Elivalda Coutinho Lima, 39, de Santarém (PA). No início de 2010, ela deixou o marido e dois filhos no Pará e veio para Bauru com malas nas mãos e uma ideia fixa na cabeça: favorecer a linguagem oral do pequeno Samuel, de 5 anos.

“Os resultados são evidentes. Cada vez que vejo o desenvolvimento de meu filho entendo que valeu cada esforço. Não me arrependo”, avisa a mãe. E, nesse processo, Maria também realizou outro sonho: fazer uma faculdade. Como tinha um tempo livre na cidade, ela concluiu o ensino médio e fez a prova do Prouni. Resultado: conseguiu uma bolsa e ingressou no curso superior de Pedagogia. “Com certeza, eu e ele voltaremos transformados para os braços de nossa família, que está lá nos esperando”, conclui.

História semelhante vive Tatiane Almeida de Souza, mãe de Letícia, 6. Elas vieram de Roraima (RR), a mais de três mil quilômetros de Bauru (SP). “Meu marido ficou lá, mas em breve nossa família estará unida de novo. O importante agora é cuidar da reabilitação de minha filha. Ela já está progredindo bastante”, declara Tatiane.

Nem a distância nem as diferenças culturais são capazes de acanhar essas mães, que colocam a qualidade de vida dos filhos acima de tudo. Os números comprovam isso. Desde 1990, das 123 crianças atendidas na unidade, 20 são provenientes de 11 Estados brasileiros, incluindo as cinco regiões do país. “Já atendemos famílias do Tocantins, de Roraima, Alagoas, Pará, Amazonas, além de Estados de regiões mais próximas como Sudeste e Sul”, conta a pedagoga Maria José Monteiro Benjamin Buffa, diretora técnica do Serviço de Educação e Terapia Ocupacional do Centrinho-USP. “De nossa parte, só temos o que comemorar. Sou muito grata pela troca diária que fazemos aqui com essas famílias e seus pequenos filhos”, conclui.

Rotina consolidada
No período da manhã as crianças ficam no Cedau, onde realizam atividades pedagógicas e terapêuticas. À tarde, elas vão para a escola regular. Os professores dessas crianças também recebem suporte da equipe do Cedau. Até hoje, 604 professores da rede pública e privada já foram capacitados para lidar com o deficiente auditivo em sala de aula. O suporte é oferecido anualmente em todas as escolas que têm matriculados alunos do Cedau ou do Nirh (Núcleo Integrado de Habilitação e Reabilitação) – outra unidade do Centrinho-USP que atua na área da audição, mas com ênfase no Bilinguismo (ensino da língua brasileira de sinais e da língua portuguesa escrita).

E é justamente com foco na tríade “pais-professores-profissionais” que equipe do Cedau vem acumulando conquistas. Em números, ao longo desses 20 anos, 123 crianças aprenderam a ouvir e a falar; 30 cursos foram promovidos para aconselhar e orientar os pais sobre a relação com seus filhos e o enfrentamento dos obstáculos impostos pela deficiência; e, 115 mães participaram do Projeto Integrarte. Coordenado por uma psicóloga, o projeto proporciona um momento importante de expressão e troca de experiências por meio de arteterapia.  Além disso, o Cedau é campo de pesquisa e de estágios nas áreas de Fonoaudiologia, Pedagogia, Serviço Social e Psicologia.

E muito além dos números estão os resultados conferidos no comportamento das crianças. Desde 1990, por exemplo, o Coral do Cedau emociona profissionais, familiares e a sociedade a cada apresentação. Afinal, é uma mostra contundente de que as crianças conseguem falar e se expressar. Uma palavra nova hoje, um refrão diferente amanhã. E eles vão dando mostras de que podem, sim, ganhar o mundo. A exemplo de Samuel e Letícia, que logo logo poderão voltar à terra-natal, prontos, enfim, para se fazer entender. A garantia do sucesso é dada pelas próprias famílias, que aprovam a tecnologia social aplicada neste centro bauruense. (ES)

Serviço:
Noite do Pijama e 20 anos do Cedau

Quando? 16 de dezembro de 2010, a partir das 19h
A chegada do Papai Noel está prevista para às 22 horas.
Onde: Buffet Space Fun & Fest (rua Araújo Leite, 32-15 – Jardim Aeroporto, Bauru-SP)
Após a cerimônia, as 38 crianças voltam para o Cedau (rua Capitão Gomes Duarte, 23-60 Vila Universitária) para dormir na unidade. No dia seguinte, elas tomam café da manhã no Cedau e entram em férias, retornando em 31 de janeiro de 2011.

Casa Caracol do Centrinho-USP é reinaugurada

Na manhã desta sexta-feira, 14, foi reinaugurada a Casa Caracol do CPA (Centro de Pesquisas Audiológicas), unidade ligada ao Centrinho-USP que está comemorando seus 20 anos de atuação. Devidamente montada – com quarto, cozinha, sala e banheiro –, a casa possui objetos que reproduzem sons do cotidiano com a finalidade de estimular e aprimorar a audição e a fala de crianças que receberam implante coclear no CPA. A Casa Caracol foi fundada há 13 anos, em março de 1997, e foi fechada para reforma por aproximadamente um mês. Forro e telhado foram substituídos e a casa também recebeu pintura e decoração novas.

Visita ilustre
Acompanhadas pelo Tio Gastão (José Alberto de Souza Freitas, superintendente do Centrinho-USP), conheceram a Casa Caracol três representantes do Ministério da Saúde: Maria Ângela de Avelar Nogueira (coordenadora-geral da Média e Alta Complexidade), Carla Valença Daher (consultora técnica da Coordenadoria Geral da Alta Complexidade) e Ana Luzia Figueiredo Catani (consultora da Área Técnica Saúde da Pessoa com Deficiência). Na foto acima, da esquerda para a direita, Ana Luzia, Maria Ângela e o Tio Gastão.

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