• Blog do HRAC Centrinho-USP

    Este é o Blog oficial do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da Universidade de São Paulo (USP), mantido pela Assessoria de Imprensa da instituição.
  • Na mídia‬:

  • TV TEM: Reportagem especial mostra principais pontos de Bauru

    HRAC/Centrinho-USP é destaque em matéria especial dos 120 anos de Bauru. Principais pontos da cidade foram escolhidos pelos telespectadores.

  • HRAC/Centrinho na série ‘Joias do Interior’, da TV TEM

    Neste novo vídeo, quem conta sua história e fala sobre o tratamento é a jovem Gabriela Viana e sua mãe, Claudinéia, de Bauru. Clique na imagem e confira!

  • Dia a dia do Hospital (Jogo de Cintura, TV TEM, 04/10/14)

    O dia a dia do Centrinho-USP. Histórias de gente que é exemplo de superação, dedicação e alegria!

  • Primeiros sons (Fantástico, TV Globo, 07/09/14)

    Crianças escutam pela 1ª vez e têm reações emocionantes

  • Sistema FM (TEM Notícias, TV TEM)

    Teste

    Centrinho usa sistema FM para facilitar aprendizado de crianças com problemas auditivos. Reportagem: Evandro Cini

  • Implante Coclear (Encontro com Fátima Bernardes, TV Globo, 11/11/14)

    Encontro com Fátima Bernardes mostra tecnologias que auxiliam a vida de pessoas com deficiência, como a do pequeno Enzo, usuário de implante coclear

  • Fissura labiopalatina (Bem Estar, TV Globo, 24/06/13)

    Programa Bem Estar, da TV Globo, exibe matéria sobre tratamento da fissura labiopalatina. Reportagem: Giuliano Tamura

  • Fissura labiopalatina (Hoje em Dia, Rede Record)

    Quadro "Você e o doutor", do Programa Hoje em Dia, da Rede Record, destaca cuidados com bebês com fissura labiopalatina

  • Fissura labiopalatina (Hoje em Dia, Rede Record, 16/11/11)

    Record faz reportagem especial sobre fissura labiopalatina. Confira!

  • Centrinho tatuado (Jornal da Cidade, Bauru, 13/04/12)

    A história de Gabriela Oliveira da Silva, 22 anos, gaúcha, moradora de Pelotas, não é só de recuperação de saúde, vida social e gratidão, mas também de homenagem ao tratamento que recebeu nos últimos 20 anos no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP (HRAC/USP) de Bauru, conhecido como Centrinho.

  • Estadão

    Hospitais paulistas que atendem pacientes de todo o país foram destaque em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Clique na imagem acima e confira a matéria na íntegra, que também aborda o trabalho do Centrinho-USP.

  • Imprensa destaca 20 anos do implante coclear no Brasil

    Dia 14/5/2010, reportagem foi destaque no programa Direto da Redação, veiculado nacionalmente pela Record News

  • “Nosso Mural” informativo de comunicação interna

    Essa é uma publicação semanal do Centrinho-USP, parte das estratégias de comunicação interna do Hospital.
  • A instituição

    Hospital localizado em Bauru (SP), Brasil, que oferece tratamento integral nas áreas de anomalias craniofaciais, síndromes associadas e deficiências auditivas via Sistema Único de Saúde (SUS).

  • Instituições parceiras

Comunicamos o falecimento da dra. Sandra Thomé

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foto: Malavolta Jr./ arquivo Jcnet

[Correção] De acordo com a equipe do Departamento Hospitalar, o falecimento foi neste domingo, 7, e não no sábado, como informamos.

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento da dra. Sandra Thomé na data de ontem (6/4). O corpo será velado a partir das 13h deste domingo (7) no Salão Nobre do Centro Velatório Terra Branca (rua Gerson França, Centro – Bauru-SP). O sepultamento será nesta segunda-feira, 8/4, às 9h30, no Cemitério Jardim dos Lírios. Lamentamos profundamente e registramos nossas condolências à família Thomé.

Um pouco de sua trajetória
Graduada em Enfermagem pela Universidade Católica do Paraná (1977), Sandra tinha mestrado em Enfermagem Fundamental pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (1990) e doutorado em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (2003). Em 1977 ela ingressou no Centrinho-USP onde exerceu cargos fundamentais para a rotina hospitalar da instituição. Atualmente era diretora Técnica do Serviço de Assistência Hospitalar do Centrinho-USP. Desde 2003, também colaborava com a Funcraf (Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Craniofaciais), onde foi diretora científica, diretora administrativa e diretora-presidente (último cargo exercido na Funcraf).

No Centrinho-USP, Mickey, Minie e coelhinhas fazem a alegria de pacientes em alusão à Páscoa

Iniciativa tem apoio da Profis e da ONG Pequenos Corações
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Das 8h30 às 11h, personagens vão percorrer diferentes setores do Hospital Centrinho-USP para entregar orelhinhas de coelho, kits de pintura e cerca de 150 ovos de Páscoa a pacientes

A Páscoa chegará mais cedo para crianças com fissuras labiopalatinas e com deficiências auditivas que estiverem em tratamento ambulatorial e cirúrgico em unidades do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP/Centrinho) nesta quarta-feira, 27.
Isso porque a equipe do Hospital organizou uma manhã diferente para essas crianças, com direito à visita ilustre dos personagens Mickey e  Minie e distribuição de muitos mimos pascais, além de brincadeiras das tradicionais coelhinhas da Recreação. A iniciativa tem o apoio da  Associação de Assistência à Criança Cardiopata Pequenos Corações, núcleo Bauru, e da Profis de Bauru.

A brincadeira começa às 8h30, no setor de Recreação do Serviço de Educação e Terapia Ocupacional do Centrinho-USP, com a chegada da Minie e do Mickey. Lá, os pacientes internados vão receber kits de pintura, uma orelhinha de coelho e mini-sacolas decoradas com brinquedos.
Os visitantes Mickey e Minie vão seguir um roteiro até às 11 da manhã, passando pela Seção de Implante Coclear, ambulatório do Centrinho-USP, sede da Profis e Divisão de Saúde Auditiva (unidade externa localizada no Jardim Panorama). Os pacientes de unidades de internação (UCE, UTI e leitos) serão visitados pelas coelhinhas do Hospital. Ao todo, mais de 150 crianças devem viver essa manhã lúdica no Centrinho-USP. Confira, a seguir, a programação completa:

27 de março de 2013 – Programação de Páscoa

8h30 – chegada dos personagens Mickey e Minie na Recreação Centrinho-USP

9h –  Entrega de orelhinhas de coelho e kits de pintura para pacientes internos que estiverem na Recreação

9h30 –  Entrega de orelhinhas de coelho, kits de pintura e ovos de Páscoa a pacientes no ambulatório da Seção de Implante Coclear/ CPA

9h45 –  Entrega de orelhinas de coelho, kits de pintura e ovos de Páscoa a pacientes do ambulatório do Centrinho-USP.  Neste horário, um grupo de coelhinhas da Recreação fará visita a pacientes internos com entrega de mini-sacolinhas com brinquedos (UCE, UTI e Leitos).

10h45 – Mickey e Minie visitam Profis e sua diretoria (Rua Silvio Marchione, 3-55)

11h –  Entrega de orelhinas de coelho e kits de pintura a paciente com deficiências auditivas que estiverem no ambulatório da Divisão de  Saúde Auditiva (Rua Benedito Moreira Pinto, 8-81 – Jd. Panorama).

concurso de auxiliar de cozinha: Atenção para retificação do edital 029 referente a locais da prova

Em relação à convocação para a prova de múltipla escolha do edital HRAC 029/2013 de concurso público para contratação de auxiliar de cozinha, constatou-se que houve um erro na informação de distribuição de sala de prova para os candidatos nomeados de: “Ana Paula de Souza Neres” até “Angela Maria da Silva Pimentel” (no edital publicado em 02/03/2013 tais candidatos constavam na sala “Bloco 5 – sala 109 – térreo”, quando, na verdade, estão alocados na sala “Bloco 5 – sala 111 – térreo”).
A prova será realizada no dia 17/3, na Ite/Bauru.  Veja no link abaixo a listagem com nome dos candidatos e indicação das salas corretas da prova.

Veja a relação de candidatos habilitados.

Os detalhes dos editais em andamento estão no site: http://www.centrinho.usp.br/hospital/institucional/index.html (concurso/ convocação para prova).

concurso público: Provas de múltipla escolha para cozinheiro e auxiliar acontecem dia 17

Estão disponíveis no site do Centrinho-USP as convocações para as provas de múltipla escolha dos editais HRAC-USP 029/2013 (auxiliar de cozinha) e HRAC-USP 030/2013 (cozinheiro) de concurso público do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP/Centrinho). As provas serão realizadas no dia 17/3/13, nas dependências da Instituição Toledo de Ensino – ITE de Bauru, localizada na Praça Nove de Julho. Mais detalhes estão no site (clicar em “concurso”  e “convocação para prova”).

Veja descrição:

Edital HRAC 029/2013 – CONVOCAÇÃO PARA PROVA DE MÚLTIPLA ESCOLHA

O Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo convoca os candidatos inscritos no Concurso Público para a função de Básico B1 A (Auxiliar de Cozinha), para a Prova de Múltipla Escolha a ser realizada em 17/03/2013 às 08h30 nas dependências da Instituição Toledo de Ensino – ITE de Bauru, situada à Praça Nove de Julho, no. 1-51 – BLOCO 2 (Faculdade de Ciências Econômicas) e BLOCO 05 (Faculdade de Direito) – Vila Pacífico/Bauru/SP, conforme Edital HRAC 010/2013 de Abertura de Concurso Público, devendo comparecer munidos de documento de identidade, caneta esferográfica de tinta preta ou azul, lápis, borracha e comprovante de inscrição.

 


HOSPITAL DE REABILITAÇÃO DE ANOMALIAS CRANIOFACIAIS

Edital HRAC 030/2013 – CONVOCAÇÃO PARA PROVA DE MÚLTIPLA ESCOLHA

O Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo convoca os candidatos inscritos no Concurso Público para a função de Básico B1 A (Cozinheiro), para a Prova de Múltipla Escolha a ser realizada em 17/03/2013 às 14h30 nas dependências da Instituição Toledo de Ensino – ITE de Bauru, situada à Praça Nove de Julho, no. 1-51 – BLOCO 05 (Faculdade de Direito) – Vila Pacífico/Bauru/SP, conforme Edital HRAC 011/2013 de Abertura de Concurso Público, devendo comparecer munidos de documento de identidade, caneta esferográfica de tinta preta ou azul, lápis, borracha e comprovante de inscrição.

Veja a relação de candidatos habilitados.

Resiliência: o que essa competência tem a ver com seu trabalho?

O portal da Revista Exame e a equipe da Você S/A abordaram um tipo de competência que interessa muito no ambiente de trabalho: a resiliência. Conceito emprestado pela física à psicologia do trabalho, a resiliência é a capacidade de resistir às adversidades e reagir diante de uma nova situação. Um profissional pode precisar dela tanto para encarar a pressão e a competição do mercado quanto para atravessar momentos difíceis, como crises econômicas e acidentes.

“A resiliência é um fator crítico para enfrentar os desafios desta primeira metade do século”, diz Paulo Yazigi Sabbag, professor da escola de Administração de empresas da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV) e idealizador da primeira escala nacional para avaliar o nível de resiliência de profissionais adultos.

De acordo com a reportagem, a boa notícia é que se trata de uma competência que pode ser aprendida. “muitos autores dizem que essa competência é assimilada no processo de educação familiar, mas eu acredito que pode ser desenvolvida em qualquer estágio da vida, principalmente quando a pessoa entra no mercado de trabalho”, diz Paulo. Trocar de chefe, ter um projeto rejeitado e sofrer uma injustiça do colega são situações que testam os limites do profissional.

Algumas atividades artísticas também podem desenvolver aspectos da resiliência, como a competência social e a flexibilidade mental. A seguir, listamos os nove fatores da escala da FGV para avaliar o nível de resiliência dos profissionais.

1 Autoeficácia

O QUE É

Crença na própria capacidade de organizar e executar ações requeridas para produzir resultados desejados. Associada à autoconfiança, transforma-se em “combustível” para a proatividade e para a solução de problemas.

COMO ADQUIRIR

São necessários treinos específicos para perceber melhor as situações, tomar consciência de qual conceito faz de si mesmo e de qual é seu padrão habitual de atitudes. a psicoterapia pode ajudar muito nesse caso, assim como a realização de projetos de forma sistemática e planejada.

2 Competência Social

O QUE É

Capacidade de ir em busca de apoio externo em momentos de estresse. Engloba tanto a abertura para receber apoio quanto a busca proativa de ajuda.

COMO ADQUIRIR

Todo treinamento oferecido para desenvolver liderança, comportamento ético e melhoria de relações é válido. Pode-se praticar também a “escuta empática”, que convida o outro a falar e oferecer maiores detalhes, adiando julgamentos críticos; e a “escuta ativa”, um processo de indagação orientada. Envolver-se em projetos sociais ajuda a desenvolver a consciência moral.

4 Flexibilidade

O QUE É

Está relacionada à maior tolerância à ambiguidade e à maior criatividade. O pessimismo faz com que o indivíduo de baixa resiliência insista teimosamente em atitudes pouco efetivas. Já o resiliente, em oposição, é flexível. Pensa em opções, age e, se a ação não é efetiva, escolhe outra opção e persiste.

COMO ADQUIRIR

Pense de imediato em aulas de ioga ou dança de salão, por exemplo. “a flexibilidade do corpo se associa à da mente”, diz paulo Sabbag, da FGv. No longo prazo, vá atrás de treinamentos de desenvolvimento de criatividade, que desbloqueiam e permitem “pensar fora da caixa”.

5 Tenacidade

O QUE É

Trata-se da persistência e da capacidade de aguentar situações incômodas ou adversas.

COMO ADQUIRIR

Indivíduos com baixa tenacidade desistem facilmente. A prática esportiva ajuda, pois aprimora a disciplina e expõe os limites do corpo. É o indivíduo que regularmente faz uma hora de esteira porque sabe que é importante, e não porque gosta.

6 Solução de Problemas

O QUE É

Característica dos agentes de mudança, indivíduos preparados para diagnosticar problemas, planejar soluções e agir, sem perder o controle das emoções. Atitude que mobiliza para a ação.

COMO ADQUIRIR

Um bom conselho, para começar, é entreter-se com jogos de estratégia, aqueles que fazem pensar em soluções, como o xadrez. mas, para desenvolver plenamente esse fator, a melhor solução é mesmo a dedicação para colocar projetos de pé — pessoais ou profissionais.

7 Produtividade

O QUE É

Está associada a desafios, a conviver com incertezas e ambiguidades. Refere-se à propensão a agir e à busca de soluções novas. Reativos tendem a esperar pelos impactos de adversidades; proativos tomam iniciativas.

COMO ADQUIRIR

Uma solução é procurar um serviço de coaching. A orientação de profissionais mais experientes pode ensinar como ser ágil e dar respostas certas.

8 Temperança

O QUE É

Está associada ao controle da impulsividade e da raiva. Significa maior capacidade de regular emoções, mantendo a serenidade em situações difíceis.

COMO ADQUIRIR

Medidas paliativas, como ouvir uma música, se afastar um pouco e jogar água no rosto, são válidas. No longo prazo, meditação, condicionamento físico e psicoterapia para resolver problemas de autoestima.

9 Otimismo

O QUE É

Na escala de resiliência, o otimismo é uma competência resultante da união de três outras: a competência social, a proatividade e a autoeficácia.

COMO ADQUIRIR

Todas as atividades recomendadas para competência social, proatividade e autoeficácia são úteis nesse caso. De resto, é ter uma atitude positiva diante da vida.

(Fonte: http://exame.abril.com.br/)

Parceria entre FOB e Centrinho-USP favorece fala de brasileiros com terapia intensiva: 1 ano em 3 semanas

Imagem 003foto: arquivo Tiago Rodella/ SerCom 

Terapia intensiva trouxe benefícios à fala de 13 crianças e 5 adultos procedentes de diversos estados brasileiros, como PA, RN, ES, DF e GO. Eles ficaram em Bauru nas três últimas semanas para melhorar a comunicação. Neste sábado, 23/2, grupo passa por últimos atendimentos das 8h às 12h no Centrinho-USP. Na segunda, 25,  programa intensivo terá cerimônia de encerramento às 16 horas na sede do Hospital

Nas últimas três semanas quase 100 pessoas, entre profissionais, alunos, pacientes e seus familiares, estiveram unidas por um propósito: a melhora da fala de quem nasceu com uma fenda no palato (céu da boca). O esforço conjunto entre profissionais e alunos do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP/Centrinho) e da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP) faz parte do Programa de Terapia Intensiva, desenvolvido pela equipe desde 2003. Desde 2003, quando começou, o programa já beneficiou quase 100 pacientes, com média de 10 por ano.

A grande vantagem é que em três semanas os pacientes participam de um número de sessões de fonoterapia equivalente a um ano inteiro de trabalho se fossem sessões semanais. “Este grupo de 18 pacientes participou de quatro sessões por dia ao longo dessas últimas três semanas, incluindo os sábados. O mais gratificante é perceber que neste curto espaço de tempo eles apresentam melhoras significativas com resultados duradouros”, explica a coordenadora do Programa, profa. dra. Maria Inês Pegoraro Krook.

Excepcionalmente, neste sábado, 23/2, das 8h às 12h, o Centrinho-USP funcionará para receber esses os 18 pacientes. Para isso, cerca de 50 especialistas, entre fonoaudiólogos do setor de Prótese de Palato e da Clínica de Fonoaudiologia da FOB-USP, alunos graduandos e pós-graduandos das duas instituições e demais profissionais, como psicólogos, estarão no Hospital para oferecer as últimas sessões do atendimento intensinvo.

Na segunda-feira, das 8h às 9h, a  professora Maria Inês Pegoraro Krook ministrará uma palestra às mães desses pacientes para explicar a elas, didaticamente, o que é a fala. “Assim, mesmo em suas casas, elas terão condições de continuar contribuindo para a melhora da fala de seus filhos”, afirma a professora. O evento será na sala 63 da Clínica de Fonoaudiologia da FOB-USP (avenida Otávio Pinheiro Brisolla, 9-75). Durante esse período, os pacientes infantis estarão em atendimento no mesmo andar.

Cerimônia de encerramento reunirá 100 pessoas
Á tarde, às 16 horas, a equipe fará a cerimônia de encerramento do Programa de Terapia Intensiva do Centrinho-USP e da FOB-USP, no Pátio Interno do Centrinho-USP (rua Silvio Marchione, 3-20 Vila Universitária). O evento contará com a presença de mais de 50 especialistas, os 18 pacientes e seus 34 acompanhantes, em sua maioria mães, além da equipe das instituições envolvidas na iniciativa.

( SerCom/Centrinho-USP.  Elaine de Sousa (Mtb 29.593). Telefones de contatos: 14 3235-8156/ 14 9753-9819)

Manual traz orientações básicas sobre cuidados com bebês com Sequência de Pierre Robin

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Clique aqui e acesse o manual

Um grupo de clínicos e pesquisadores do Centrinho-USP vem desenvolvendo há mais de dez anos estudos sobre a Sequência de Pierre Robin, resultando na inovação do tratamento desta anomalia em níveis nacional e internacional. A equipe também se preocupa em elaborar materiais que possam informar pais e profissionais sobre Robin. Entre os trabalhos, está o manual “Sequência de Robin: do que estamos falando?”. Desenvolvido pelas fonoaudiólogas Rosana Prado Oliveira e Jeniffer Dutka e pela pediatra Ilza Lazarini Marques, o manual conta com ilustrações de Tarcila Lima da Costa e diagramação e adaptação de figuras de Douglas Casoto e Lucas Aguiar.
A Sequência de Pierre Robin, diagnosticada em uma a cada 8.500 crianças nascidas vivas, é caracterizada pelo pequeno tamanho do queixo e pela posição retraída deste e também da língua. “Não é só uma questão de tamanho. É que estas partes são posicionadas para trás. Assim a língua obstrui a faringe, atrapalha a respiração e, por conseqüência, a alimentação”, explica a pediatra do Centrinho-USP, Ilza Lazarini Marques, chefe do Serviço Médico do Hospital e uma das pesquisadoras que lidera trabalhos nesta área com repercussões internacionais, desde a década de 90. No Centrinho-USP, além da pediatria, as pesquisas e o tratamento conta com a efetiva atuação de fonoaudiólogos, enfermeiros, nutricionistas, cirurgiões-plásticos, otorrinolaringologistas, cirurgiões-dentistas, psicólogos e assistentes sociais, além de equipes de apoio para a diagramação e o desenvolvimento de ferramentas multimídia e manuais de orientação para pais, professores e profissionais de outras instituições.

O manual
Com conteúdo adaptado para o público sem conhecimentos da área, como pais e cuidadores, o manual traz ilustrações com analogias que favorecem o entendimento de conceitos que são muito abstratos para pessoas leigas, como a micrognatia (queixo pequenininho) e a glossoptose (língua para trás), que juntas reduzem o espaço na garganta dificultando a passagem do ar e, consequentemente, acarretando complicações com a respiração e alimentação desses bebês.
O material é distribuído na rotina do Hospital e também está disponível em versão PDF neste Blog, visando disseminar informações básicas sobre a Sequência de Robin e os cuidados com esses bebês.
“São informações que fazem toda a diferença para quem nunca ouviu falar do assunto e acabou de receber o diagnóstico do filho, por exemplo”, relata a fonoaudióloga Rosana Prado. “Disponibilizando na internet, queremos que essas orientações cheguem para o maior número possível de pessoas”, conclui Rosana.


Mortalidade desses bebês caiu de 30% para 8% e hoje é zero
Segundo a pesquisadora Ilza Lazarini Marques, os bebês acometidos por essa doença têm dificuldades respiratórias de maior ou menor graus, não são capazes de mamar no peito e grande parte nasce com fissura no palato (céu da boca aberto).
Com mais de dez anos ininterruptos de experiência clínica associada ao desenvolvimento de pesquisas, a Sequência de Pierre Robin é tratada no Centrinho-USP como um problema de desenvolvimento e não apenas anatômico. “As pesquisas americanas tendem a focalizar a patologia como um problema obstrutivo mecânico, estudando principalmente os recursos cirúrgicos”.
No início das pesquisas do Centrinho, o tratamento para a Sequência de Pierre Robin era feito com uma cirurgia, que estendia a língua dos bebês e a prendia ao lábio inferior. A posição era mantida até o início do aparecimento dos dentes, que acontece aproximadamente aos oito meses de idade. “Este procedimento resolvia alguns casos, mas a mortalidade ainda era muito alta, cerca de 30%. Como tentávamos unir duas partes móveis, a sutura acabava se soltando”, explica Ilza Marques.
Em 1996, o Centrinho iniciou o uso da cânula nasofaríngea . “Um tubo de silicone é colocado dentro do nariz, chegando até a faringe, para melhorar a respiração. As crianças conseguem respirar e, por consequência, se alimentam quase normalmente”. Em seguida as mães começaram a ser treinadas para manusear a cânula, tarefa considerada simples. “O tubo é retirado apenas uma vez por dia, para ser lavado. Com a introdução da dieta, as crianças utilizam a cânula somente por um ou dois meses, já que a alimentação adequada acelera a melhora da respiração”.
O desenvolvimento das técnicas possibilitou que 70% das crianças diagnosticadas com a Sequência sejam tratadas sem nenhuma intervenção cirúrgica. Segundo Ilza Marques, a Sequência de Pierre Robin é acompanhada por outras síndromes em 45% dos casos, mas quando é diagnosticada sozinha, os bebês podem ter um desenvolvimento normal, inclusive esteticamente. Com os novos procedimentos, a mortalidade das crianças diminuiu de 30% para 8% e, hoje, pode-se afirmar que o índice de mortalidade é zero. “Os bebês não morrem mais”, comemora a médica.

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Fale com a fonoaudióloga da equipe do HRAC-USP, Rosana Prado, que é uma das autoras do manual: roprado@usp.br

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